Eu e o Du, velho amigo de guerra, mais de 10 anos de amizade, votamos pelo conforto de não ter que pensar em nada a não ser em curtir a viagem e optamos por fechar um roteiro em agência de ecoturismo, a Calcos, com intermédio da Jully Tour (fechamos passagens, estadia e “uns” dois passeios diretamente na agência; os demais passeios fomos fechando localmente conforme nos interessávamos e tínhamos disponibilidade). Não que não gostemos de pesquisar e fazer nossos roteiros, reservas, descobertas e tudo o mais... mas, em 2010, estávamos cheios de trabalho, com pouquíssimo tempo e, então, optamos por esse esquema, também cheio de méritos e deméritos como todos os outros jeitinhos de viajar!
Nossa decisão foi por conhecer parte da patagônia argentina em oito dias e, também, dar uma passeada por Buenos Aires, já que não conhecíamos! Mas, o que imagino que valha mesmo a pena, e é um sonho a ser realizado, é fazer a patagônia toda, chilena e argentina, por terra! De carro, bike, a pé, moto, sei lá! Mas tirar um bom período para desfrutar calmamente e o mais completamente possível desse canto único que só deixou saudade e gostinho de quero mais, muito mais! Alguém se anima?
Destino: El Calafate e Ushuaia!
1° Dia – 03/09/2010 – São Paulo / Buenos Aires / El Calafate
O nosso primeiro dia foi de avião! São Paulo pra Buenos Aires, Buenos Aires pra El Calafate. Ao chegar em El Calafate a primeira surpresa: o aeroporto! Tinha acabado de nevar, e nevou a valer! O aeroporto é afastado, numa planície, no meio do nada. Um nada todo branco, belíssimo! Foi uma imagem arrebatadora que deu os indícios do que seria nossa trip: simplesmente sensacional! Do aeroporto partimos ao hotel, junto com mais um monte de gente de várias partes do mundo com destino a vários hotéis e pousadas.
Claro que ao chegarmos, já à noitinha, aproveitamos pra desfrutar de duas das coisas mais deliciosas da Argentina: vinhos e empanadas! Juro pra você que comi a melhor empanada da minha vida na Ecco Max!
2° Dia – 04/09/2010 – El Calafate
No segundo dia optamos por ir ao Glaciar Perito Moreno. Foi um passeio de dia inteiro. Primeiro, um belo e extenso trajeto pelas estradas da região. Todas de uma beleza sem igual. Com muito vento modelando a flora, com muita fauna deixando tudo ainda mais belo. Várias ovelhas fofas pelo caminho. Uma preciosidade.
Ao chegarmos ao Perito Moreno aconteceu o que mais ansiávamos: nevou! Nada podia ser mais maravilhoso!
Caminhamos por toda a passarela que lhe permite ver o glaciar de tudo quanto é jeito. Admiramos cada uma de suas formações. Ficamos extasiados em admirá-lo. Não há palavras para descrever o que é estar lá, debaixo de neve, vendo tons de azul e branco nunca vistos antes. Sentindo aquela natureza em toda a sua força e imensidão.
É de se perceber o quão diminuto somos frente a tudo aquilo e, também, é para se sentir pertencente a tudo aquilo. Divino, sem explicação!
Voltamos inebriados. Descemos no outro extremo da cidade para irmos a algumas agências de guias locais para fecharmos o passeio do dia seguinte. Aproveitamos pra passear pelas ruazinhas e voltamos a pé até o hotel parando em vários cantos. O primeiro lugar que paramos foi um peculiar bistrô numa pracinha de El Calafate. Depois, passeamos pelas lindas ruazinhas desse canto e, mais tarde, comemos, mais vez uma vez, a empanada dos sonhos!
Nessa segunda ida ao canto das empanadas passei uma das gigantes vergonhas provenientes do meu ridículo portunhol! Eu não como mamíferos, nem aves. Aí, que eu queria experimentar uma empanada diferente da do dia anterior, que tinha sido de milho (choclo eu já sabia o que era por conta dos nossos produtos por aqui já serem bilíngües.
O vinho não me ajudava a entender. Não tem jamon enlatado aqui no Brasil e eu continuava sem entender nadinha de nada. Eis que a dona do cantinho foi pra dentro da loja e voltou ao balcão segurando uma peça gigante da pata de um bicho bem grande, pronta pra ser fatiada e deliciada por todos os carnívoros da patagônia. Ela, segurando a peça imensa, apontando e exclamando: jamon, jamon, este es jamon! Sim, jamon é presunto e aquele era caprichado! Ok, compreendido! Desse sabor não quero. Por gentileza, me dê esta aqui de verduras!
3° Dia – 05/09/2010 – El Calafate
Nesse dia saímos bem cedo. Infelizmente eu tenho um problema de sono, não sou ninguém nas primeiras horas do dia. Acordo mesmo só após às 10h. O chacoalhar de um carro ou qualquer outro meio de transporte é um sonífero pra mim, antes das 10h, então, nem se fala. O fato é que isso fez com que eu perdesse a paisagem a caminho de muitos passeios dormindo. Aí, perdi algumas paisagens matinais, mas as curti no retorno às cidades. Enfim, voltando ao terceiro dia dessa viagem mágica...
Não pegamos neve caindo, o dia estava ensolarado, mas com mais de 30cm de neve por todo canto e muito, muito vento! Na estrada, inclusive, dava pra sentir o vento cortar a van, parecia que ia tombar! No caminho, a paisagem já indicava que seria mais um dia maravilhoso!
Optamos por fazer um passeio de catamarã, no lago argentino, chamado de “Todos los Glacires” para avistar os glaciares de Upsala, O’nelli, Agassis e Bolado. Ao chegar no píer pra embarcar no catamarã o vento continuava absurdo! Nunca vi nada igual! Enfim, embarcados, navegando pelo lago e, claro, não tem palavras pra dizer o que foi esse passeio!
Ficar aos pés dos glaciares, vê-los se movendo, se formando, observar as pequenas cavernas, os tons de branco e azul. É sensacional!
O gelo de lá é extremamente puro! Nas bebidas vendidas a bordo o grande lance era perceber a mistura da bebida com aquele gelo depurado por tanto tempo.
E lá fomos nós! O jantar foi divino!
Lá saboreamos, também, um vinho da patagônia, o Ventus (que o rótulo tem, exatamente, a árvore pensa devido aos ventos da região – já tem pra vender por aqui há tempos!).
E, por fim, a deliciosa sobremesa: um crepe, com direito a ser flambado na sua frente! Inusitado e um deleite aos olhos e ao paladar!
Além disso, jogamos muita conversa fora com o simpaticíssimo casal anfitrião, cheio de história para nos deleitar.
4° Dia – 06/09/2010 – El Calafate / Ushuaia
Nesse dia optamos por conhecer a cidade de El Calafate. Almoçamos por lá, visitamos o casino, fizemos comprinhas, conhecemos cada ruazinha, tomamos vinhos e nos despedimos da melhor empanada do mundo – nesse dia resolvi comer a torta de verduras que eles tinham!
Ah, em El Calafate tem muitas outras opções de passeio a fazer. Como trekkings nos glaciares, passeios de 4x4, dentre tantos outros. Como ficamos só dois dias e meio por lá, optamos por fazer os dois passeios que nos dessem a visão mais ampla da região: um passeio de observação a pé e outro de todos os glaciares pelo lago. Valeria a pena ter ficado mais uns dois dias por lá para desfrutar das demais opções de passeio e, também, pra curtir essa cidadezinha única e deliciosa!
A van estava lotada, todos foram deixados em seus hotéis antes da gente.
Comecei a achar que fizemos mal negócio: hotel distante, nada de fazer coisas a pé, estradinha ruim, alguma coisa tem. E tinha mesmo: um lugar simplesmente divino que fica em uma das extremidades da cidade.
Realmente, não dava para ir a pé ao centro. O que foi longe de ser um problema, pois o hotel disponibiliza transporte aos hóspedes de ida e volta ao centro com várias opções de horário e, também, porque o táxi era barato caso perdêssemos o último horário de retorno ao hotel. O hotel era todo na horizontal, com as janelas do quarto voltadas à água, à baia que banha Ushuaia. Antes de chegar até a água, havia metros e metros de terreno plano, todo encoberto de neve. Com vários cães saltitantes.
Uma vista linda, uma energia única, uma magia que te puxa pra lá e insiste o tempo todo pra que por lá você fique! Demos uma passeada pelo centro. Nos esbaldamos naquela que deve ser a padaria deles. A única opção que ainda estava aberta naquele horário. Comemos a valer e, depois de tanto deleite, voltamos ao hotel e dormimos pra recarregar as energias a tudo que Ushuaia nos prometia!
5° Dia – 07/09/2010 - Ushuaia
Nesse dia fizemos um passeio que incorporou a ida a um dos vários centros invernais da região e ao Paso Garibaldi. Mais uma vez fomos abençoados!
O guia local informou que dias como o que pegamos, de céu aberto, com boa visibilidade, são raríssimos! Aproveitamos cada instante!
Começamos com uma rápida passagem pelo centro invernal e reconhecimento de campo, rs. Lá, num dos trechos, fomos flagrados por duas raposinhas locais que observavam nossos movimentos. Fiquei paquerando aqueles bichos por todo o tempo que ficamos por lá.
Depois, partimos ao Paso Garibaldi. Do qual avistamos o Lago Escondido. Tem esse nome justamente porque não há visbilidade dele na maioria dos dias do ano e pudemos prestigiá-lo e avistá-lo. Não só escondido, mas encantador!
Ah, o dono do “Los Amigos”, lá de El Calafate, contou que morou uma época na cabana que dá pra avistar lá embaixo, no próprio lago. Lá era um local aberto a visitação e ele mantinha um restaurante naquele lugar inusitado e único. Uma benção!
Dentre elas, dirigir motonetas, andar com cães, trekking com aparatos apropriados pra não afundar na areia e por ai vai. Depois de muita resistência, de conhecer o canil, os cães, seus tratadores, de ver o quanto são amados e cuidados, resolvi entender que eles gostam de passear conosco: nos levando pro passeio. É uma espécie de trenó.
Um único ser.
Depois de me propiciarem tanto carinho e aventura que retibrui também com muito carinho e fiquei um tempão acariciando um a um dos cães. Deliciosos!
Na volta, paramos no extremo oposto da cidade. No qual visitamos o museu da história local e passeamos pelas ruazinhas do centro da cidade. Importante lembrar que lá é uma zona franca. Ou seja, muitas e muitas lojas sem imposto! Um desbunde ao cartão de crédito!
Aproveitamos para ir parando em diferentes pubs e pra registrar cada canto que fomos por lá!
6° Dia – 08/09/2010 - Ushuaia
Fizemos um passeio ao Parque Nacional Tierra del Fuego!
Fomos guiados pela Vic.
Uma pessoa ímpar. Companheiríssima de viagem.
Nos esbaldamos com a história dessa porteña que, durante a faculdade de hotelaria, fez uma imersão numa colônia alternativa da patagônia e, assim que terminou a graduação, decidiu se mudar pra lá de mala e cuia e lá fincar suas raízes. Apaixonada pelo que faz, apaixonada por Ushuaia.
Voltando aos passos dados nesse dia: chegamos à estação do fim do mundo. Embarcamos no trem e fomos admirando a paisagem do Parque Nacional Tierra del Fuego.
Ushuaia, assim como muitas outras cidades mundo a fora, foi, inicialmente, um presídio: um local inóspito, de águas extremamente frias, sem condição de nadar numa fuga, de vegetação imprópria para consumo e fauna bem difícil de ser caçada. Assim, as possibilidades de um fugitivo sobreviver eram irrisórias, ou, talvez, inexistentes! Após o fechamento do presídio e a urbanização de Ushuaia, esse local que visitamos foi, então, transformado em um parque.
Durante o trajeto, fizemos várias paradas pelos principais pontos do parque.
Havia, inclusive, um museu no meio do caminho, com a descrição das aves locais, a Bahia Enseñada, o belíssimo Lago Roca e a Laguna Negra e, por fim, chegamos à Bahia Lapataia.
Cada canto que percorremos, cada solo que pisamos, cada lago que avistamos foi nos impressionando mais e mais. Uma beleza sem igual! De tirar o fôlego!
De volta ao centro da cidade e acompanhados da Adriana, uma viajante brasileira, passeamos e almoçamos no centrinho de Ushuaia, num canto bem especial: La Tienda. Um bistrô sem precedentes que vale a visita pelas delícias que serve e pela peculiaridade do espaço! Uma casa antiga, com objetos antigos, uma maravilha aos olhos e às sensações!
Ficamos por lá até dar a hora do nosso próximo passeio: optamos por fazer um passeio de catamarã pelo Canal de Beagle e conhecer a bela fauna marinha que habita a região.
Embarcamos para o próximo encantamento! Infelizmente minha memória não me permite lembrar cada singularidade que o marinheiro da expedição contou, só sei que foi um dos passeios mais divinos que já fiz!
Cada lado que olhava era uma cena absurda! Lobos e elefantes marinhos; um monte de pequenas aves, parecidas com pingüins diminutos, os cormorones (essas aves são monogâmicas também e elas estavam namorando, ai, tão fofas!).
Ao voltarmos, como o Du havia alguém para encarar uma centoella, o king crab da patagônia, fomos a um restaurante local que servisse essa iguaria. Vinho bom, comida boa, companhia melhor ainda e, assim, voltamos ao hotel: felizes!
7° Dia – 09/09/2010 - Ushuaia
Optamos por não subir o teleférico mas, sim, fazer a aula de snowboard. Na verdade, só o Du fez a aula e praticou. Como eu jogaria um torneio de rugby no Uruguai no mês seguinte representando o Pasteur, como uma galeta responsável, não me arrisquei na neve. Afinal, desengonçada como sou, era capaz de eu me quebrar todinha, rs! Fiquei lá tirando foto do Du, prestigiando o visual, me deliciando com cervejas locais e, então, conheci a Manu! Gente, a Manu, assim como a Vic, foi uma das conquistas de nossa viagem! Ela é bióloga, mas atua em programas de TV viajando a locais inusitados, nos apresentando a beleza da vida animal e da harmonia da natureza e, por vezes, denunciando todo o desequilibro que temos causado em nossa planeta!
Bem, passada a aula do Du, nos despedimos da Manu e eu e ele fomos à casa de chá que fica bem em frente ao glaciar. É uma casa de boneca! Fomos recepcionados por um enorme e lindo São Bernardo. Nos deliciamos com chás, cervejas e doces de tirar o fôlego!
Bora voltar pra cidade! Eu e o Du optamos por andar por entre as ruas, aproveitar que estava claro, e encarar parte da volta ao hotel a pé! Foi delicioso!
Encontramos uma cancha de rugby, mas não tinha ninguém para eu conseguir uma camiseta, rs. Passeamos por ruas lindas. Nos deparamos com casinhas fofas. Nos divertimos a valer!
Chegando ao hotel, os cães que lá moram nos recepcionaram e começamos a brincar com eles na neve.
Dessa vez o Du ficou tirando foto e eu fiquei me divertindo com a cachorrada correndo com eles na neve fofa!
Depois de um bom banho, combinamos de seqüestrar a Manu no hotel dela.
Nesse dia, ela jantou conosco. Novamente: comida boa, vinho bom,
companhia boa, lembrança pra toda a vida!
8° Dia – 10/09/2010 - Ushuaia / Buenos Aires
Na manhã desse nosso último dia em Ushuaia, acompanhamos a Manu no Glaciar Marcial. Subimos o teleférico! Curtimos a vista belíssima. Encontramos um iglu no meio do caminho. Rimos a valer, foi divertidíssimo!
Depois disso, voltamos ao centrinho e levamos a Manu ao La Tienda. Nos despedimos!
De lá, eu e Du passemos pela cidade, fizemos nossas últimas comprinhas, nos despedimos daquele canto divino e inesquecível e rumamos ao hotel. A Vic nos buscou e nos levou ao aeroporto. Mais uma despedida. Mais um aperto de um lugar que já tinha deixado saudade! De lá, fomos à Buenos Aires.
Em Buenos Aires ficamos num hotel bem central, de fácil acesso a qualquer canto e a pé das principais atrações do centro da cidade, o Dazzler. Indicado, dessa vez, por um querido amigo.
Em BsAs parecia que nada tinha graça, rs. Depois de vivenciar dias tão intensos, imersos juntos à natureza, uma cidade grande, por mais especial que seja como BsAs, não animava. Mas, ainda assim, fizemos tudo aquilo que conseguimos fazer em nossa primeira estada por lá: La Boca/Caminito; Rua Florida; Casa Rosada; etc e tal!
No Caminito foi bem engraçado, pois eu estava de palestrina, claro! E como bons conhecedores de futebol, todos nos paravam, caçoando ou prestigiando. Foi, no mínimo, divertido! Conhecemos pessoas hilárias. De uma simplicidade e humildade sem tamanho. Ficamos muito surpresos com aquele cantinho.
Depois de muitas empanadas, vinhos e cafésà noite fomos a uma milonga, optamos pelo La Viruta. Canto tradicional de lá, com uma aula de tango anterior ao baile. Um lugar charmoso, delicioso, com pessoas animadíssimas. Adoramos, mas nos concentramos na Quilmes, rs. De lá, seguimos a pé à Plaza Serrano, praça tradicional de Palermo que concentra inúmeros bares. Tomamos várias em cada bar e, depois, pastamos pra encontrar um taxi e voltarmos ao centro! Todos lotados, o metrô ainda não estava em funcionamento, foi uma labuta e tanto mas, no fim, conseguimos chegar ao hotel!
Ps.: As fotos dessa parte estão com o Du e e, vergonhasamente, não pegue até hoje, rs!
10° Dia – 12/09/2010 - Buenos Aires / São Paulo
Tiramos a manhã para conhecer San Telmo. Foi demais! Único problema é que aqui o taxista nos enrolou e roubou 50 pesos. Mas, é típico de lá e já sabíamos que isso poderia acontecer, rs. Dano calculado! O único dano não calculado, foi o furto do óculos do Du diretamente da mochila dele em plena Rua Florida. Conclusão: claro, se atenham ao seus pertences em qualquer canto que esteja!
Aí, famintos depois de San Telmo e rodando o centro todo para o Du encontrar um bom e barato casaco de couro, descobrimos que por lá, aos domingos, não há o costume de comer tarde. Demoramos a achar um restaurante aberto, mas, quando achamos, fechamos nossa estadia no país vizinho com chave de ouro! Foi delicioso!
Bem, claro que BsAs pede inúmeras outras visitas para prestigiar muitos de seus segredos e cantos conhecidos! Em breve, em breve!
Nos preparamos para ir embora e, ao descer as malas, demos de frente com o Marco e a Paula, meus queridos do estúdio Marco Tattoo. Eles estavam chegando por lá para passarem a semana. Foi uma delícia finalizar a trip com um reencontro!
Observação geral e não menos importante: o povo argentino é extremamente esclarecido. De modo geral, sabem tudo que está acontecendo nos âmbitos político, social e futebolístico do seu país e do nosso! Os antigos conflitos com o Chile, as Malvinas, a nossa eleição tupiniquim para presidência, enfim, quaisquer temas que você quiser, converse com qualquer argentino! No taxi, no café, no restaurante, no hotel, nos passeios, na rua, com pedestres, nas barraquinhas. Qualquer um! É de se admirar e ver que é possível proporcionar educação a todo um povo. Proporcionar que a população seja esclarecida, crítica, ativa: cada qual com sua opinião (e, muitas vezes, bem diferente da sua, rs!), cada qual com sua formação, mas todos extremamente esclarecidos, informados, articulados!
Roteiro sem delongas pra quem quiser as dicas, não as histórias, rs!
(fico devendo valores, fui em 2010 e não tenho registro. Acredito que com pouco mais de 1000 dólares seja possível fazer o mesmo roteiro hoje em dia):
1° Dia - São Paulo/ Buenos Aires/El Calafate
Avião até BsAs
Avião até El Calafate
Estadia em Mirador del Lago (3 noites)
Lanche noturno em Ecco Max
2° Dia - El Calafate
- Glaciar Perito Moreno: escadaria/passarela/sacadas
- Almojanta em restaurante local
- Empanada antes de dormir na Ecco Max
3° Dia - El Calafate
- Todos los Glaciares: passeio em catamarã pelo lago andino, vislumbrando os glaciares de Upsala, O’nelli, Agassis e Bolado
- Jantar no “Los amigos”, marisqueria
4° Dia - El Calafate / Ushuaia
- Passeio a pé por El Calafate
- Avião a Ushuaia
- Jantar em padaria/lanchonete no centro da cidade
- Estadia em Tolkeyen Hotel (4 noites)
5° Dia - Ushuaia
- Lago Escondido/Paso Garibaldi
- Centro invernal
- Museus no centro
- Comidinhas e bebidinhas em pubs
6° Dia - Ushuaia
- Parque Nacional Tierra del Fuego (trem com paradas por Lago Roca; Laguna Negra; Bahia Lapataia)
- Almoço no La Tienda
- Canal de Beagle e fauna marinha: passeio de catamarã
- Jantar em restaurante local que oferta centoella/king crab
7° Dia - Ushuaia
- Centro de esqui Glaciar Martial
- Casa de chá em frente ao centro de esqui
- Jantar em restaurante local
8° Dia - Ushuaia / Buenos Aires
- Centro de esqui Glaciar Martial
- La Tienda
- Avião a Buenos Aires
- Estadia no Dazzler (duas noites)
9° Dia - Buenos Aires
- La Boca/Caminito
- Região central/compras
- Casa Rosada
- La Viruta (Milonga)
- Palermo
10° Dia - Buenos Aires / São Paulo
- San Telmo
- Avião de volta a São Paulo
Um comentário:
Que maravilha!!! Fotos lindas, de fazer qualquer um chorar... Pode colocar aí na sua listinha, eu topo fazer a patagônia toda por terra, mas tem que ser de bike.
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