22.12.06

Reinauguração
Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,
entre a desmistificação e as expectativas
tornamos a acreditar, a ser bons meninos,
e como bons meninos reclamamos
a graça dos presentes coloridos.

Nossa idade - velho ou moço - pouco importa.
Importa é nos sentirmos vivos
e alvoroçados mais uma vez, e revestidos de
beleza, a exata beleza que vem dos gestos
espontâneos e do profundo instinto de subsistir
enquanto as coisas em redor se derretem
e somem como nuvens errantes no universo estável.

Prosseguimos. Reinauguramos.
Abrimos olhos gulosos a um sol diferente
que nos acorda para os descobrimentos.
Esta é a magia do tempo.
Esta é a colheita particular que se exprime
no cálido abraço e no beijo comungante,
no acreditar na vida e na doação de vivê-la
em perpétua procura e perpétua criação.

E já não somos apenas finitos e sós.
Somos uma fraternidade, um território, um país
que começa outra vez no canto do galo de 1o. de janeiro
e desenvolve na luz o seu frágil projeto de felicidade.

Carlos Drummond de Andrade


(recebi esta poesia por e-mail e resolvi registrar por aqui, procês... retrata um pouquinho do que sinto, embora eu não saiba botar pra fora td que passa aqui por dentro! mas que sejam palavras para tocar todos vocês, com muito carinho e o desejo de um ano novo repleto de alegria, saúde, paz, sucesso, harmonia e td quanto é coisa positiva durante este nosso tempo mágico que é viver...)

Um comentário:

Anônimo disse...

Comecei a ler a poesia
K...!
minha filha é poeta!

pois nada mal
também teria prazer em sê-lo

ora dru você aprendeu direitinho

vai des colar as palavras assim
onde quizer

vou ler mario quintana pra rebater...